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Sustainable Transitions

03/05/2019

Sustainable Transitions

Fonte da imagem: www.except.nl

Imagine que exista uma janela de oportunidades e potencial para o desenvolvimento de negócios, produtos e serviços: o atendimento a novos mercados inexplorados e que exista uma janela de oportunidades e potencial para o desenvolvimento de negócios, produtos e serviços: o atendimento a novos mercados inexplorados e que proporcione geração de renda e riqueza. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), Agenda lançada pela ONU no ano de 2015, apresenta um panorama positivo nesse sentido. Divididos em 169 metas, são baseados nos 5 P’s para o desenvolvimento sustentável: pessoas, planeta, paz, prosperidade e parcerias.

Segundo o relatório Better Business Better World, lançado no início de 2017, modelos de negócios sustentáveis tm a possibilidade de estimular oportunidades econômicas de negócios em valores aproximados a US$ 12 trilhões (aproximadamente 6 vezes o PIB Brasileiro), e gerar até 380 milhões de empregos por ano até 2030. Os setores com maior potencial são energia (US$ 4,3 trilhões), cidades (US$ 3,7 trilhões), alimentos e agricultura (US$ 2,3 trilhões), e saúde e bem estar (US$ 1,8 trilhão).

 

12 maiores temas de negócios em uma economia rumo aos ODS

Value of incremental opportunities in 2030

Fonte: Relatório Better Business Better World

 

No final de março, aconteceu na B3, em São Paulo, o SDG Investment Forum, um evento inédito que discutiu oportunidades e desafios para alinhar investimentos aos ODS. Alguns representantes do setor privado apresentaram boas práticas ligadas à Agenda e formas de alinhamento dos objetivos a estratégias empresariais. A participação dos investidores reforçou que há alguns anos as práticas empresariais mais sustentável passaram a balizar as escolhas de investimento em potencial.

O Relatório do International Finance Corporation (IFC) – instituição do Banco Mundial – apresentou resultados baseados em uma análise de 21 países em desenvolvimento, apontando o potencial de geração de U$ 23 trilhões em iniciativas verdes até 2030. Se fizermos um recorte para o mercado voltado às mudanças climáticas, estima-se um investimento anual de mais de U$1 trilhão anualmente, somando os chamados green buildings (US$ 388 bilhões), energias renováveis (U$ 297 bilhões), soluções de transporte urbano (US$ 288 bilhões), gestão do lixo (US$ 160 bilhões), reuso da água (US$ 23 bilhões) e armazenamento energético (US$ 2,5 bilhões).

Além das oportunidades financeiras apresentadas, a pressão da sociedade é cada vez maior para que essa virada sustentável ocorra. Segundo a recente Millennial Survey da Delloite, para 63% dos chamados millennials o propósito principal das empresas devem ser melhorar a sociedade, ao invés de apenas gerar lucro. Empresas que têm uma estratégia de gestão voltada para o seu propósito e direcionadas a gerar um impacto positivo para os seus stakeholders tendem a ser mais duráveis e resilientes às mudanças que estamos passando.

O CEO da BlackRock, Larry Fink, em sua carta anual aos CEOs de 2019, aponta que muito em breve o mundo passará pela maior transferência de riqueza da história, onde teremos uma virada geracional, dos US$ 24 trilhões dos baby boomers para os millennials. Por isso é importante entender a necessidade de estarmos alinhados com as necessidades das novas gerações, pois esses sentimentos influenciarão as suas tomadas de decisão como líderes, colaboradores e principalmente como investidores. Com a “mudança de mãos” dessa riqueza, Larry ressalta que as preferências de investimento também mudam, fazendo com que questões de sustentabilidade e governança sejam cada vez mais representativas ao avaliar as empresas.

O tempo agora é de mudança. É necessário força de vontade e um pouco de ousadia para acompanhar essa virada do mercado empresarial. São necessárias estratégias disruptivas e inovadoras para integrar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que levem em conta, além dos negócios e investimentos, um viés integrador e de parcerias entre setor público, privado e academia. Vamos em frente?

Gustavo Loiola é Mestre em Governança e Sustentabilidade e supervisor de Sustentabilidade e Relações Internacionais no ISAE/FGV, responsável por ações alinhadas as iniciativas das Nações Unidas.

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