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PNAD/M aponta taxa de desemprego de 12,30%.

10/07/2019

Mercado de trabalho no Brasil: PNAD/M aponta taxa de desemprego de 12,30%.

 O IBGE divulgou em 28/06 dados referentes à PNAD/Mensal que apresentou uma taxa de desemprego no trimestre (Mar-Abr-Mai/2019) de 12,30%. Quando comparado ao trimestre anterior, apresenta uma redução de 0,10 p.p. que totaliza 69 mil pessoas que encontraram ocupação. Em comparação com o mesmo período, verifica-se redução de 0,40 p.p., algo em torno de 206 mil pessoas que encontraram trabalho, conforme apresentado no gráfico a seguir:

Evolução da Taxa de Desemprego Trimestral (Pnad/Mensal)

Evolução da Taxa de Desemprego Trimestral (Pnad/Mensal)

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

 

Ao analisar a evolução da taxa de desemprego em relação ao mesmo período no ano anterior é possível observar uma retomada lenta e gradual na geração de emprego. O mesmo movimento ocorre quando se observa o trimestre anterior o que, em parte, explica-se pelo reflexo da sazonalidade do período e também pela retomada lenta da economia. Sendo assim, a baixa confiança na economia brasileira somada à necessidade da execução da reforma da previdência submetem a geração de empregos a variações sazonais.

Mercado de Trabalho: Análise da mão de obra ocupada no Brasil (Mar-Abr-Mai/2019)

Ao analisar os dados da Pnad/Mensal no período de (Mar-Abr-Mai/2019) verifica-se que houve um acréscimo de 1,693 milhões do contingente de pessoas aptas a trabalhar (com 14 anos ou mais) quando comparado ao mesmo período em 2018, conforme dados da tabela abaixo:

Mercado de Trabalho: Análise da mão de obra ocupada no Brasil (Mar-Abr-Mai/2019)

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Entre as pessoas aptas a trabalharmas que encontram-se desempregadas verifica-se que ocorreu uma redução de 206 mil pessoas em relação ao mesmo período em 2018. Isso explica-se parcialmente pelo aumento da população apta a trabalhar que conseguiu ocupação ou que desistiram de procurar trabalho. Já com relação àquelas que encontraram ocupação no período, houve crescimento de 2,361 milhões, o que representa um aumento de 2,61%.

No gráfico que segue, é demonstrada a variação de vagas do trabalhador entre os setores de trabalho no período de (Mar-Abr-Mai/18) e o (Mar-Abr-Mai/19)

Variação das pessoas ocupadas nos setores (Mar-Abr-Mai/18) e o (Mar-Abr-Mai/19)

Variação das pessoas ocupadas nos setores (Mar-Abr-Mai/18) e o (Mar-Abr-Mai/19)

Fonte: Pnad/M (IBGE)/ ilustração: ISAE.

 

O setor privado com carteira assinada teve um aumento de 521 mil trabalhadores que encontraram trabalho formal na comparação de Mar-Abr-Mai/2019 em relação Mar-Abr-Mai/2018. Já no setor privado, mas sem carteira assinada, observou-se um aumento de 372 mil trabalhadores. O setor doméstico apresentou um aumento 64 mil trabalhadores com atividade remunerada. Já no setor público houve o aumento de 103 mil trabalhadores, o que pode ser explicado pela busca pela estabilidade de emprego. Em relação ao setor empregador (pessoas que abriram seu próprio negócio) houve um crescimento de 89 mil pessoas, sendo que, aquelas que optaram em trabalhar por conta própria, aumentaram em 1170 mil. O trabalho familiar auxiliar, quando o indivíduo complementa a renda familiar com uma atividade remunerada intermitente (muito conhecido como “bico”), teve um aumento de 42 mil.

Apesar de todos os setores estarem com saldo positivo na geração de trabalho essa variação reflete uma recuperação lenta da degradação do mercado de trabalho brasileiro ocasionada pela crise econômica. Verifica-se que, apesar do crescimento de trabalhadores com carteira assinada, ocorreu o  movimento migratório destes trabalhadores, em busca do desenvolvimento de atividades próprias como empregador, trabalho informal ou buscando a estabilidade do setor público.

Jefferson Marcondes Ferreira é Economista, Especialista em Controladoria pela Universidade Positivo e atua como profissional de finanças há 14 anos. Atualmente, trabalha numa empresa de meio ambiente ligada a reaproveitamento de materiais para matriz energética.

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