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PNAD/M aponta taxa de desemprego de 12,00%

11/03/2019

 No último dia 28 de fevereiro, o IBGE divulgou dados da PNAD/Mensal, que apresentou uma taxa de desemprego no trimestre (Nov-Dez-Jan/2019) de 12%. Quando comparado ao trimestre anterior, apresenta um aumento de 0,30 p.p., que totaliza 318 mil pessoas que ficaram sem ocupação. Na comparação com o mesmo período se verifica redução de 0,20 p.p., algo em torno de 20 mil pessoas que encontraram ocupação, conforme apresentado no gráfico a seguir:

Evolução da Taxa de Desemprego Trimestral (Pnad/Mensal)

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Em relação ao mesmo período no ano anterior, verifica-se uma retomada bem lenta e gradual na geração de emprego. Quanto ao trimestre anterior, o aumento da taxa de desemprego pode, em parte, ser explicado pela sazonalidade do período, como também pela retomada lenta da economia. Com a baixa confiança na economia brasileira e a necessidade da execução da reforma da previdência, aliada com a urgência do apaziguamento político, a expectativa é que a geração de empregos ainda estará sujeita a variações sazonais até o final de primeiro trimestre de 2019.

 Mercado de Trabalho: Análise da mão de obra ocupada no Brasil (Nov-Dez-Jan/2019)

Partindo dos dados da Pnad/Mensal no período de (Nov-Dez-Jan/2019), pode-se verificar que o total de pessoas aptas a trabalhar, que são pessoas com 14 anos ou mais que compõem a força de trabalho nacional, houve um acréscimo de 1,6 milhões desse contingente quando comparado ao mesmo período em 2018, conforme descrito na tabela a seguir:

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Ao analisar as pessoas aptas a trabalhar, mas que estão desempregadas, verifica-se que ocorreu uma redução de 20 mil pessoas em relação ao mesmo período em 2018. Este movimento é, em parte, explicado pelo aumento da população apta a trabalhar e as pessoas que estão aptas a trabalhar, mas que desistiram de procurar trabalho. Há de ser considerada, também, as pessoas que encontraram ocupação no período, que resultou num crescimento de 845 mil, o que representa aumento de 0,92%.

No próximo gráfico, é demonstrada a variação de vagas entre os setores de trabalho no período de (Nov-Dez-Jan/18) e o de (Nov-Dez-Jan/19).

Variação das pessoas ocupadas nos setores (Nov-Dez-Jan/18) e o (Nov-Dez-Jan/19):

Fonte: Pnad/M (IBGE)/ ilustração: ISAE.

O setor privado com carteira assinada teve uma redução de 380 mil trabalhadores, os quais perderam seu trabalho formal na comparação de (Nov-Dez-Jan/2019) em relação a (Nov-Dez-Jan/2018), contudo, no setor privado sem carteira assinada, observou-se aumento de 320 mil trabalhadores admitidos, enquanto que o setor doméstico apresentou redução de 84 mil atividades remuneradas. Já no setor público, aumento de 196 mil trabalhadores, que reflete a busca pela estabilidade de emprego do serviço público garantida por lei. Quanto ao setor empregador (dono do próprio negócio), crescimento de 146 mil. No setor de pessoas que optaram em trabalhar por conta própria, crescimento de 720 mil pessoas. No tocante ao trabalho familiar auxiliar, quando o indivíduo complementa a renda familiar com uma atividade remunerada intermitente (muito conhecido como “bico”), redução de  73 mil.

Essa variação reforça o quadro da degradação do mercado de trabalho brasileiro no período acima analisado, ocasionado pela crise econômica brasileira, onde se pode verificar que, apesar do número de pessoas empregadas ter aumentado para 92.546 milhões houve, um movimento de migração principalmente dos trabalhadores com carteira assinada, que buscam, como alternativa, empreender em atividades próprias como empregador, trabalhando de maneira informal ou buscando a estabilidade do setor público.

Jefferson Marcondes Ferreira é Economista, Especialista em Controladoria pela Universidade Positivo e atua como profissional de finanças há 14 anos. Atualmente, trabalha numa empresa de meio ambiente ligada a reaproveitamento de materiais para matriz energética.

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