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Mercado de trabalho no Brasil: PNAD/M aponta taxa de desemprego de 12,70%.

07/05/2019

O IBGE divulgou no dia 30/04 dados referentes à PNAD/Mensal, que apresentou uma taxa de desemprego no trimestre (Jan-Fev-Mar/2019) de 12,70%. Quando comparado ao trimestre anterior apresenta um aumento de 1.10 p.p., o que totaliza 1.235 milhão de pessoas que ficaram sem ocupação. Na comparação com o mesmo período verifica-se redução de 0,40 p.p., algo em torno de 247 mil pessoas que encontraram trabalho, conforme apresentado no gráfico a seguir:

 Evolução da Taxa de Desemprego Trimestral (Pnad/Mensal)

 Evolução da Taxa de Desemprego Trimestral (Pnad/Mensal)

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Ao analisar a evolução da taxa de desemprego em relação ao mesmo período no ano anterior, é possível observar uma retomada lenta e gradual na geração de emprego. Quanto ao trimestre anterior, o aumento da taxa de desemprego, em parte, é explicado pelo reflexo da sazonalidade do período, como também pela retomada lenta da economia. Com a baixa confiança na economia brasileira, somada com a necessidade da execução da reforma da previdência, a geração de empregos ainda estará sujeita a variações sazonais.

 

Mercado de Trabalho: Análise da mão de obra ocupada no Brasil (Jan-Fev-Mar/2019)

Analisando os dados da Pnad/Mensal no período de (Jan-Fev-Mar/2019) pode-se verificar que o total de pessoas aptas a trabalhar, que são pessoas com 14 anos ou mais que compõe a força de trabalho nacional, houve acréscimo de 1,992 milhões desse contingente quando comparado ao mesmo período em 2018, conforme descrito na tabela:

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Ao analisar as pessoas aptas a trabalhar, mas que estão desempregadas, verifica-se que ocorreu uma redução de 247 mil pessoas em relação ao mesmo período em 2018. Este movimento é, em parte, explicado pelo aumento da população apta a trabalhar, como também por pessoas que estão aptas a trabalhar, mas que desistiram de procurar trabalho, como também pela retomada lenta da econômia brasileira. Já com relação àquelas que encontraram ocupação no período, houve crescimento de 1,591 milhões, o que representa aumento de 1,81%.

No próximo gráfico, é demonstrada a variação de vagas do trabalhador entre os setores, de trabalho no período de (Jan-Fev-Mar/18) e o (Jan-Fev-Mar/19)

Variação das pessoas ocupadas nos setores (Jan-Fev-Mar/18) e o (Jan-Fev-Mar/19):

Variação das pessoas ocupadas nos setores (Jan-Fev-Mar/18) e o (Jan-Fev-Mar/19):

Fonte: Pnad/M (IBGE)/ ilustração: ISAE.

O setor privado com carteira assinada teve um aumento de 81 mil trabalhadores que encontraram trabalho formal na comparação de (Jan-Fev-Mar/2019) em relação (Jan-Fev-Mar/2018), no setor privado sem carteira assinada observou-se aumento de 467 mil trabalhadores admitidos. Quanto ao setor doméstico, apresentou redução de 76 mil trabalhadores, que perderam sua atividade remunerada. Já no setor público teve o aumento de 190 mil trabalhadores explicado, em partes, pela busca pela estabilidade de emprego do serviço público, como também pelo período de nomeações para cargos públicos, reflexo do último período eleitoral. Quanto ao setor empregador (dono do próprio negócio), teve um crescimento de 88 mil pessoas, enquanto que as pessoas que optaram em trabalhar por conta própria teve um crescimento de 645 mil pessoas e o setor trabalho familiar auxiliar, quando o indivíduo complementa a renda familiar com uma atividade remunerada intermitente (muito conhecido como “bico”), teve uma redução de 38 mil.

Essa variação apresenta uma recuperação lenta da degradação do mercado de trabalho brasileiro ocasionado pela crise econômica brasileira, onde se pode verificar que apesar do crescimento de trabalhadores com carteira assinada,  houve um movimento migratório destes trabalhadores, que buscaram empreender em atividades próprias como empregador, trabalhando de maneira informal, ou buscando a estabilidade do setor público.

Jefferson Marcondes Ferreira é Economista, Especialista em Controladoria pela Universidade Positivo e atua como profissional de finanças há 14 anos. Atualmente, trabalha numa empresa de meio ambiente ligada a reaproveitamento de materiais para matriz energética.

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