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Mercado de trabalho Brasil: PNAD/M aponta taxa de desemprego de 12,40%.

08/04/2019

No último dia 29/03 foi divulgado pelo IBGE dados referentes à PNAD/Mensal, que apresentou uma taxa de desemprego no trimestre (Dez-Jan-Fev/2019) de 12,40%. Quando comparado ao trimestre anterior apresenta um aumento de 0,80 p.p., o que totaliza 892 mil pessoas que ficaram sem ocupação. Na comparação com o mesmo período verifica-se redução de 0,20 p.p., algo em torno de 23 mil pessoas que encontraram ocupação, conforme apresentado no gráfico a seguir:

 Evolução da Taxa de Desemprego Trimestral (Pnad/Mensal)

Evolução da Taxa de Desemprego Trimestral (Pnad/Mensal)

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Em relação ao mesmo período no ano anterior, é possível observar uma retomada bem lenta e gradual na geração de emprego. Quanto ao trimestre anterior, o aumento da taxa de desemprego pode, em parte, ser explicado por um reflexo da sazonalidade do período, como também pela retomada lenta da economia. Com a baixa confiança na economia brasileira somada com a necessidade da execução da reforma da previdência e a urgência do apaziguamento político, a geração de empregos ainda estará sujeita a variações sazonais.

 

Mercado de Trabalho: Análise da mão de obra ocupada no Brasil (Dez-Jan-Fev/2019)

Analisando os dados da Pnad/Mensal no período de (Dez-Jan-Fev/2019) pode-se verificar que o total de pessoas aptas a trabalhar, que são pessoas com 14 anos ou mais que compõe a força de trabalho nacional, houve acréscimo de 1,8 milhões desse contingente quando comparado ao mesmo período em 2018, conforme descrito na tabela a seguir:

Análise da mão de obra ocupada no Brasil

Fonte: Pnad/M (IBGE) / ilustração: ISAE.

Ao analisar as pessoas aptas a trabalhar, mas que estão desempregadas, verifica-se que ocorreu uma redução de 23 mil pessoas em relação ao mesmo período em 2018. Este movimento é, em parte, explicado pelo aumento da população apta a trabalhar e também por pessoas que estão aptas a trabalhar, mas que desistiram de procurar trabalho, como também pela retomada lenta da econômica brasileira. Já com relação àquelas que encontraram ocupação no período, houve crescimento de 1 milhão, o que representa aumento de 1,05%.

No próximo gráfico, é demonstrada a variação de vagas do trabalhador entre os setores, de trabalho no período de (Dez-Jan-Fev/18) e o (Dez-Jan-Fev/19)

 Variação das pessoas ocupadas nos setores (Dez-Jan-Fev/18) e o (Dez-Jan-Fev/19):

Variação das pessoas ocupadas nos setores

Fonte: Pnad/M (IBGE)/ ilustração: ISAE.

O setor privado com carteira assinada teve uma redução de 99 mil trabalhadores que perderam seu trabalho formal na comparação de (Dez-Jan-Fev/2019) em relação (Dez-Jan-Fev/2018), contudo no setor privado sem carteira assinada observou-se aumento de 367 mil trabalhadores admitidos. Quanto ao setor doméstico, apresentou redução de 110 mil trabalhadores que perderam sua atividade remunerada. Já no setor público teve o aumento de 121 mil trabalhadores o que reflete a busca pela estabilidade de emprego do serviço público garantida por lei. Quanto ao setor empregador (dono do próprio negócio), teve um crescimento de 183 mil, o setor de pessoas que optaram em trabalhar por conta própria teve um crescimento de 645 mil pessoas e o setor trabalho familiar auxiliar, quando o indivíduo complementa a renda familiar com uma atividade remunerada intermitente (muito conhecido como “bico”) teve uma redução de  71 mil.

Essa variação reforça o quadro da degradação do mercado de trabalho brasileiro no período acima analisado, ocasionado pela crise econômica brasileira, onde se pode verificar que apesar do número de pessoas empregadas ter aumentado para 92.127 milhões houve um movimento de migração principalmente dos trabalhadores com carteira assinada, que buscam, como alternativa, empreender em atividades próprias como empregador, trabalhando de maneira informal, ou buscando a estabilidade do setor público.

Jefferson Marcondes Ferreira é Economista, Especialista em Controladoria pela Universidade Positivo e atua como profissional de finanças há 14 anos. Atualmente, trabalha numa empresa de meio ambiente ligada a reaproveitamento de materiais para matriz energética.

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